O burro carregado de sal

01/05/2019

Fábulas vivem em nosso imaginário!


Transmitidas de geração em geração, as fábulas (em latim fabula, que significa histórias, narrativa ou jogo) têm origem no Oriente e permeiam a cultura de diversos povos. Escritas em prosas ou versos, apesar do caráter educativo, através da analogia, com características antropomórficas, personagens animais com personalidades humanas,

Por intermédio da transmissão oral, acabaram se espalhando por todo o mundo com adaptações culturais e foram reunidas por diferentes escritores, entre os mais conhecidos: o escravo grego Esopo (século VI a.C), o francês La Fontaine (século XVII) e mais recente por aqui no Brasil, Monteiro Lobato.

Claro que aqui chegaram com os portugueses e se mesclaram com as fábulas indígenas que não continham moral e, mais tarde, com as africanas, originando novas histórias brasileiríssimas. E essa é a riqueza da nossa miscigenação.

Mas o que faz com que essas curtas histórias populares permanecerem vivas por tanto tempo? Qual o segredo dessas narrativas que prendem milhões de ouvintes ou leitores? Primeiro: textos curtos e simples com ensinamento moral. Depois, a graça de vermos animais como se fossem pessoas, com qualidade e defeitos; em seguida, a capacidade de fazer com que reflitamos sobre o desenrolar da trama e possamos aplicar essas lições no nosso cotidiano.

Assim, a experiência de ler uma fábula gera no jovem leitor a possibilidade de se perceber dentro da história, se colocar no lugar da personagem e aprender com ela e consigo mesmo, despertando para o autoconhecimento.

A escritora Silvana Salermo reuniu algumas fábulas de Esopo, La Fontaine e nacionais, registradas pelos folcloristas brasileiros, com mensagens universais que encantam crianças e adultos. O burro carregado de sal, lançado pela Panda Books, com ilustrações do designer e também escritor paulistano, Alexandre Rampazo, é um tesouro para ser colecionado em casa e na escola.

Além de ilustrações delicadas, a escolha das narrativas foi acertada: A lebre e a tartaruga; A raposa e as uvas; O pastorzinho mentiroso; A cegonha e a raposa; A menina do leite; O rato da cidade e o rato do campo; O moleiro, o menino e o burro; A assembleia dos ratos; A galinha dos ovos de ouro; A festa no céu; O gato e a onça-pintada; A onça, o cavalo, o boi e o macaco, entre outras divertidas histórias.

Confesso que me diverti a relembrar meus aprendizados pessoais que guardo até hoje com essas histórias: Devagar se vai longe e nunca ensine o pulo do gato! Fica a dica.

Leitura para todas as idades, mas recomendada aos leitores em formação.


O Burro carregado de Sal

Silvana Salermo

Editora Panda Books, 2018

64 páginas

R$41,90


Fábulas vivem em nosso imaginário!


Transmitidas de geração em geração, as fábulas (em latim fabula, que significa histórias, narrativa ou jogo) têm origem no Oriente e permeiam a cultura de diversos povos. Escritas em prosas ou versos, apesar do caráter educativo, através da analogia, com características antropomórficas, personagens animais com personalidades humanas,

Por intermédio da transmissão oral, acabaram se espalhando por todo o mundo com adaptações culturais e foram reunidas por diferentes escritores, entre os mais conhecidos: o escravo grego Esopo (século VI a.C), o francês La Fontaine (século XVII) e mais recente por aqui no Brasil, Monteiro Lobato.

Claro que aqui chegaram com os portugueses e se mesclaram com as fábulas indígenas que não continham moral e, mais tarde, com as africanas, originando novas histórias brasileiríssimas. E essa é a riqueza da nossa miscigenação.

Mas o que faz com que essas curtas histórias populares permanecerem vivas por tanto tempo? Qual o segredo dessas narrativas que prendem milhões de ouvintes ou leitores? Primeiro: textos curtos e simples com ensinamento moral. Depois, a graça de vermos animais como se fossem pessoas, com qualidade e defeitos; em seguida, a capacidade de fazer com que reflitamos sobre o desenrolar da trama e possamos aplicar essas lições no nosso cotidiano.

Assim, a experiência de ler uma fábula gera no jovem leitor a possibilidade de se perceber dentro da história, se colocar no lugar da personagem e aprender com ela e consigo mesmo, despertando para o autoconhecimento.

A escritora Silvana Salermo reuniu algumas fábulas de Esopo, La Fontaine e nacionais, registradas pelos folcloristas brasileiros, com mensagens universais que encantam crianças e adultos. O burro carregado de sal, lançado pela Panda Books, com ilustrações do designer e também escritor paulistano, Alexandre Rampazo, é um tesouro para ser colecionado em casa e na escola.

Além de ilustrações delicadas, a escolha das narrativas foi acertada: A lebre e a tartaruga; A raposa e as uvas; O pastorzinho mentiroso; A cegonha e a raposa; A menina do leite; O rato da cidade e o rato do campo; O moleiro, o menino e o burro; A assembleia dos ratos; A galinha dos ovos de ouro; A festa no céu; O gato e a onça-pintada; A onça, o cavalo, o boi e o macaco, entre outras divertidas histórias.

Confesso que me diverti a relembrar meus aprendizados pessoais que guardo até hoje com essas histórias: Devagar se vai longe e nunca ensine o pulo do gato! Fica a dica.

Leitura para todas as idades, mas recomendada aos leitores em formação.


O Burro carregado de Sal

Silvana Salermo

Editora Panda Books, 2018

64 páginas

R$41,90